Neste episódio, vamos conhecer a proposta que deu origem ao livro POLÍCIA PENAL EM FOCO, na conversa com YURI FONSECA LOPES, policial penal e um dos organizadores da obra, com o qual abordaremos os fundamentos, objetivos e desafios da consolidação dessa pesquisa, dedicada a reunir práticas inovadoras, reflexões acadêmicas e experiências vividas dentro e fora das unidades prisionais, entrelaçando ciência, política penal e transformação institucional.
Saiba mais!
Honoráveis Ouvintes! Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Hextramuros!
Sou Washington Clark dos Santos, seu anfitrião!
No conteúdo de hoje, orgulhosamente, inauguramos uma jornada, dedicada a apresentar artigos que integram a obra "Polícia Penal em Foco" — uma coletânea inédita e valiosa, que coloca a produção científica dos operadores dos sistemas prisionais brasileiros no centro do debate público. Neste episódio, vamos conhecer a proposta que deu origem a essa iniciativa, visando a criação de uma importante e fundamental base científica voltada à valorização da Polícia Penal como produtora legítima de conhecimento, comprometida com a democratização do saber, a excelência técnica e o fortalecimento institucional.
Para nos guiar na compreensão deste precioso manancial, tenho a honra de receber YURI FONSECA LOPES, policial penal e um dos organizadores do livro, com o qual abordaremos os fundamentos, objetivos e desafios da consolidação dessa pesquisa, dedicada a reunir práticas inovadoras, reflexões acadêmicas e experiências vividas dentro e fora das unidades prisionais, entrelaçando ciência, política penal e transformação institucional.
Meu caro; agradecendo a sua participação, o saúdo com as boas-vindas! Satisfação tê-lo conosco! Iniciando nossa conversa, podes contextualizar como surgiu a ideia de estruturar a obra, vinculando-a à Polícia Penal? Quais lacunas essa proposta pretende preencher no cenário acadêmico e institucional brasileiro?
CONVIDADO:Eu que agradeço ao convite! É de suma importância ter um livro só escrito por policiais penais! A ideia inicial partiu de mim e da Doutora Mônica. Nós tínhamos uma série de livros do Volume 1, Volume 2 e Volume 3 - Segurança Pública, Inteligência e Organização Criminosa, juntamente com o Major Hêndrio Inandy e tinham diversos autores de diversas áreas da segurança pública que labutavam em diversas áreas e a gente pensou que não existia no país um livro só escrito por policiais penais. E, após a PEC que criou a Polícia Penal, nós tivemos essa ideia, juntamente com outro policial penal que nós chamamos para poder suprir essa lacuna, que nada melhor do que os próprios policiais penais falarem com propriedade e com o rigor acadêmico do sistema prisional, com todo o respeito aos psicólogos, sociólogos que tratam muito bem do sistema prisional, mas a visão de quem está nesse mister é extremamente importante, associando a questão acadêmica com a vivência.
ANFITRIÃO:O projeto apresentado por vocês contempla a adoção de critérios técnicos e editoriais exigentes. Podes nos explicar como esses elementos conferem legitimidade e relevância sob a ótica do Sistema de Avaliação Científica Nacional?
CONVIDADO:Todos os arquivos foram lidos por mim, por Mônica e o policial penal de Minas Gerais, Vieira. Após isso, foi realizada a devolutiva com as alterações que seriam pertinentes a cada artigo. Eles retornaram, nós lemos novamente e tudo isso foi passado por uma revisora e, após, foi encaminhado para a gráfica para que fosse feito o devido ajuste para que todo o rigor acadêmico e as de todas as normas da ABNT fossem contidas em cada trabalho científico desse.
ANFITRIÃO:O livro "Polícia Penal em Foco" traz propostas para a valorização de boas práticas institucionais e relatos de experiências como formatos legítimos de produção de conhecimento. Como vocês avaliam o potencial desse tipo de conteúdo para inspirar políticas públicas mais efetivas na execução penal?
CONVIDADO:O bacana dessa produção acadêmica é que nós tivemos diversos policiais penais das unidades federativas - Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo, alguns policiais (penais) federais - que trataram de diversos temas, como: assédio moral; o cárcere como elemento da persecução criminal; a sistematização do processo de reinserção social na pena da prisão; polícia penal e a comunidade; o impacto do sistema penitenciário federal contra o crime organizado; a obrigatoriedade do trabalho prisional; o paradoxo da “morte do autor” nos documentos de inteligência; a intervenção tática; qualificação profissional; policia penal e o uso de tecnologias não letais; a máquina de contar dias é a mesma de moer gente - que fala sobre educação, remissão da pena e dinâmica do sistema prisional -; a justificação do Estado na aplicação das penas; ressocialização; o cárcere feminino; um olhar diferenciado associado ao estresse emocional na saúde mental de quem trabalha intra e extramuros, ou seja, aquele que está trabalhando na segurança dos internos do sistema prisional e nas escoltas; a alteração do cargo de agente penitenciário para a polícia penal no sistema penitenciário do Mato Grosso do Sul; a criação da polícia penal no contexto da persecução penal; o auxílio-reclusão; a contrainteligência; a gestão prisional; a expansão da organização criminosa comando vermelho, algumas ações especializadas no âmbito do sistema penitenciário do Rio de Janeiro; os heróis invisíveis, que o Sandro Abel fala muito bem e conta relato extremamente fidedigno do que foi passado dentro do sistema penitenciário federal! Então, todos esses conteúdos podem inspirar novos policiais penais ou aqueles que queiram escrever futuramente, quem sabe, numa segunda edição do "Polícia Penal em Foco".
ANFITRIÃO:A obra define um público-alvo que vai além dos policiais penais, incluindo profissionais da segurança pública e pesquisadores de áreas afins. Na visão de vocês, como o livro pode funcionar como um elo entre a prática institucional e o debate acadêmico sobre segurança e execução penal?
CONVIDADO:Eu acredito que esse livro seja uma quebra de paradigma, principalmente, no fato de ter diversos policiais penais que labutam e tem propriedade acadêmica para poder falar sobre o sistema prisional e, posso até estender um pouco, sobre o sistema de defesa social! E o público-alvo são diversas pessoas: estudiosos - que não sejam até policiais penais - e queiram estudar sobre o sistema prisional! Acho que esse livro vai ser de grande valia para o mundo acadêmico!
ANFITRIÃO:Marchando para o final de nossa conversa, Yuri, reitero os meus agradecimentos pela sua participação! A publicação desta obra científica voltada à polícia penal é um passo ousado, necessário e estratégico para consolidar a autoridade do sistema prisional como espaço legítimo de produção de conhecimento técnico, científico e político! Parabenizando-os pela iniciativa, deixo este espaço para suas considerações finais. Grande abraço!
CONVIDADO:Eu quem agradeço o convite! Mais uma vez, reitero a importância desse trabalho! Acho extremamente importante que outros também queiram escrever! Acredito que eu, Doutora Mônica e Vieira também estejamos abertos para que, quem sabe, um Volume 2 desse livro possa ser produzido e todos estão convidados! Grande abraço e até a próxima!
ANFITRIÃO:Honoráveis Ouvintes! Este foi mais um episódio do Hextramuros! Sou Washington Clark dos Santos, seu anfitrião! No conteúdo de hoje, com a presença do policial penal YURI FONSECA LOPES, inauguramos uma jornada, dedicada a apresentar artigos que integram a obra "Polícia Penal em Foco" — uma preciosa produção científica dos operadores dos sistemas prisionais brasileiros.
Acesse nosso website e saiba mais sobre este conteúdo! Inscreva-se e compartilhe nosso propósito! Será um prazer ter a sua colaboração!
Pela sua audiência, muito obrigado e até a próxima!